Os oráculos são recursos esotéricos pelos quais buscamos respostas às nossas incertezas e aflições. Enfim, é uma consulta por respostas às nossas inquietações profundas.

O oráculo, portanto, é uma palavra que indica tanto o processo esotérico no qual se utiliza métodos de adivinhação como cartomancia, runas, I Ching, cartas do tarô, cartas ciganas, búzios, cartas da sorte e assim por diante, quanto a prática de consultar os deuses (ou as fraternidades cósmicas) por meio de processos espirituais ou então religiosos.

Porém, no sentido estritamente histórico, o termo pode ser descrito como uma mensagem divina em resposta à consulta de um devoto, e ainda um sacrário destinado à veneração e às consultas a uma divindade profética (como o oráculo de Delfos). E, tradicionalmente, os oráculos sempre fizeram parte da cultura mundial.

O I Ching, por exemplo, foi utilizado para adivinhação na dinastia Shang. Na cultura judaica, os hebreus acreditam que o espírito do deus Javé fala através dos seus profetas.

O oráculo de Delfos, na Grécia Antiga, era cultuado por todo o mundo grego e ficava no templo dedicado ao deus Apolo. Lá, durante mais de 1.500 anos, eram feitas previsões do futuro e não houve um cidadão grego, célebre ou não, que não realizasse uma consulta às sacerdotisas videntes.

Um dos provérbios mais famosos de Delfos, que o próprio Sócrates (nasceu na cidade de Atenas em 469 A.C e faleceu em 399 A.C, foi um dos fundadores da filosofia ocidental) contou ter aprendido neste santuário é "Conhece-te a ti mesmo" (gnothi seauton, em grego).

Para fazer uma consulta o devoto era entrevistado por uma das sacerdotisas que então escrevia as questões em uma tábua de argila. Logo após, retirava-se para um dos repartimentos do santuário e, sentada em um pequeno banco, ela inalava os gases que fluiam das fendas no chão.

Em poucos minutos a sacerdotisa mergulhava em um tipo de estado alterado de consciência e, a partir deste momento começava a proferir palavras cifradas e, muitas vezes, enigmáticas; no entanto, cada palavra era registrada com muito cuidado pela auxiliante que, mais adiante, transmitia ao devoto.

Artigo escrito pelo Vidente Clayton  José Clayton Donizetti Vieira  |     07/01/2017 - 22:00:48 hs.  |   Artigos metafísicos, científicos e esotéricos  7º artigo

Próximo artigo  Próximo artigo:

Astrologia, uma forma de conhecer a si mesmo e o seu destino

Lista completa de artigos  Acessar a Lista completa de Artigos Esotéricos